Se tocam um pandeiro, joga pra cima meu parceiro,
Vai sincopando todo seu corpo, te tomando por inteiro,
Na marcação, perde logo a razão, denuncia a submissão do novo forasteiro.
Desengonçado ou miudinho, deixa só mais um cadinho, o feitiço te sambar.
Quando tomar, segura o seu lugar, que a roda é disputada, não dá tempo de pensar.
A roda é quente, tem o seu valor, a voz da sua consciência, agora, é a voz do cantador.
Deixa a brabeza, valente não tem vez, e não adianta se segurar,
A queda é certa, até pra quem nasce bamba, é dela que nasce o samba, é bom se acostumar.
Mas não preocupe, deixa isso para lá, quem ainda não caiu, não viveu o suficiente, não tem história pra contar.
Pronto, não há o que temer,
Do mais novo ao mais clichê,
Só que chegou o amanhecer,
O próximo batuque é a lua que vai dizer.
m.froes
29/07/2016


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