Friday, October 03, 2008

E quem será contra Neruda?

Se algum dia ouvi,
Hoje sou as próprias canções,
Os refrões caretas,
E as cordas encantadoras...
Se alguma vez fugi,
Hoje sou as águas que chovem,
Molhando cada solidão,
E rimando cada gota...
Hoje entendo Drummond,
Cantando seus dizeres,
Em cada olhar meu,
E em cada ombro chorado...
Enquanto o tempo for tempo,
Serei apenas eu,
E os retratos em preto e branco,
Apenas consolos falhos...
Enquanto Pablo for Neruda,
E suas palavras por ele não desfeitas,
Estarei na esquina,
Por mais que o cansaço viva...
Do mesmo poema penso em ontem,
Quando parti para sempre,
E percebi que havia me perdido,
Me deixado para trás...
Não acreditarei jamais,
Que um inverno tenha congelado,
Cada gota daqueles olhos,
Que não ensinaram os meus a nadar...


m. froes
03/10/2008

3 Comments:

Anonymous Anonymous said...

aqueles olhos
me ensinaram a desejar

amar aquela
que me fez acreditar

na vida
dos caminhos
dentro de mim

nem meu anti-cristo
está contra
enfim

...

Bela poesia (E quem será contra Neruda?)!!

Abração, cara!

PS: Te mandei um e-mail. Sobre seu post lá no meu blog.

6:00 AM  
Anonymous Anonymous said...

Que lindo, Murilo!
Não sabia que você escrevia!
=*

3:40 PM  
Blogger M. Fróes said...

;)
eu tento! rss

4:37 AM  

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