Sem poesia, sem data.
Agradeço por todos os goles divididos, e também pelos desperdiçados. Agradeço por entender o porquê de estar, de ser, sorrir ou chorar. Sair ao nascer do sol, dia após dia, e ter com quem se irritar, com quem se alegrar, do que lembrar ou esquecer.
Nossa, como demora... o que tinha ali? Tão complicado e tão simples! Descobrir algo que sequer sabemos o que é! Podia ser mais fácil, sempre me julguei perspicaz... rs. Sempre nos julgamos perspicazes, até percebermos que não somos o bastante, muitas vezes tarde demais. Eu podia ter sido mais humilde, também, era complicado, muito confuso, eu tinha apenas 20 anos e queria sair de casa, desbravar o mundo, essas coisas de amor e poesia eram bregas. Tá bom, eu não achava, mas fingia que achava, vergonha, talvez... Não importa! Hoje já tenho 22 anos aqui e 40 no espelho. Muito do que a vida tinha para me dar já sei de cor e salteado, mesmo não sabendo ao certo o quão bom isso é. Não quero que pensem que estou enlouquecendo ou cedendo ao sentimentalismo, somente que descobri e aprendi a quem dizer minhas loucuras sentimentais. O senhor que hoje resmunga em desabafos de elogios é o mesmo garoto que elogiava desabafos por trás de um copo, só que um passo à frente e dois atrás.
Quanto repúdio ao mal uso da palavra “amar”, às brincadeiras sem cabimento e às preocupações desnecessárias... Quanto arrependimento de ser criança em inocência na infância e ter crescido. Antes nunca tivesse crescido e o tempo parado, um mapa à minha frente e um “X” no tesouro, em cima das minhas costas ou frente ao meu nariz.
Hoje tenho tatuado cada letra do que sou, impossível de apagar, fácil de esconder. Mas, para quê sorrir o tempo todo se posso franzir a testa aos irmãos? Não, os irmãos não conhecem tanto quanto os amigos, não valem tanto quanto os amigos em muitos momentos, aliás, que assunto complicado, em? Quem são os irmãos e quem são os amigos? Bem, o fato é que já não tenho muito a perder e sei do fardo que carregarei até o meu último segundo em respiração e inspiração. Vitórias? Não sei... Tenho plena e completa consciência delas, mas deixo as alegrias repletas para outras almas. Prestígio e agradecimentos valem muito, mas não curam derrotas, não desfazem os erros e muito menos pagam as minhas contas. “E um dia uma poesia entrou pela janela, e nem pediu licença... e nem perguntou se os seres humanos sabem suportar o peso dos seus erros...”.
Conheci mais do que outros ares, conheci a mim mesmo, descobri tudo o que sou e tudo o que eu queria, e agora procuro a fórmula de esquecer.
Responderei agora pelos meus atos e, pior e mais do que qualquer carnaval sem resposta, será uma vida de lamentações. Não ficarei chorando pelos cantos e entoando Roberto Carlos, mas levarei ao meu túmulo cada segundo que passar, com todas as suas toneladas. Viverei uma vida falando sobre o amor, contando o quão estúpido fui em vida (plena), e contando, até o último dos meus minutos, em regressiva contagem, crendo que joguei fora o que todos buscam e, mesmo sabendo disso, jamais poderei recuperar... Pois bem, acho que cheguei à maturidade, aprendi a perder. Perdi. Por mais que eu lute, não terei mais.
Obrigado por me fazerem acreditar nas pessoas, descobrir o sentido das coisas e ser quem realmente sou. Obrigado por chegarem até a última linha dos meus reclames, assim como das minhas façanhas. Obrigado por me fazerem perder o medo de dizer que fui amado e que amo, em cada um dos seus âmbitos, em cada uma das intensidades.
Depositarei esperanças no último dos meus erros, ensinarei a mim mesmo, no final das contas, a não fechar os olhos e acordar tarde demais. Conhecerei e conquistarei o mundo, mas nunca, jamais, enquanto deitar ao travesseiro, esquecerei que amo, simplesmente amo, o passado, o imutável, o agora tão evidente. Agora sei chorar por isso, coisa que nunca deveria ter aprendido, por não saber mais como parar.
Nossa, como demora... o que tinha ali? Tão complicado e tão simples! Descobrir algo que sequer sabemos o que é! Podia ser mais fácil, sempre me julguei perspicaz... rs. Sempre nos julgamos perspicazes, até percebermos que não somos o bastante, muitas vezes tarde demais. Eu podia ter sido mais humilde, também, era complicado, muito confuso, eu tinha apenas 20 anos e queria sair de casa, desbravar o mundo, essas coisas de amor e poesia eram bregas. Tá bom, eu não achava, mas fingia que achava, vergonha, talvez... Não importa! Hoje já tenho 22 anos aqui e 40 no espelho. Muito do que a vida tinha para me dar já sei de cor e salteado, mesmo não sabendo ao certo o quão bom isso é. Não quero que pensem que estou enlouquecendo ou cedendo ao sentimentalismo, somente que descobri e aprendi a quem dizer minhas loucuras sentimentais. O senhor que hoje resmunga em desabafos de elogios é o mesmo garoto que elogiava desabafos por trás de um copo, só que um passo à frente e dois atrás.
Quanto repúdio ao mal uso da palavra “amar”, às brincadeiras sem cabimento e às preocupações desnecessárias... Quanto arrependimento de ser criança em inocência na infância e ter crescido. Antes nunca tivesse crescido e o tempo parado, um mapa à minha frente e um “X” no tesouro, em cima das minhas costas ou frente ao meu nariz.
Hoje tenho tatuado cada letra do que sou, impossível de apagar, fácil de esconder. Mas, para quê sorrir o tempo todo se posso franzir a testa aos irmãos? Não, os irmãos não conhecem tanto quanto os amigos, não valem tanto quanto os amigos em muitos momentos, aliás, que assunto complicado, em? Quem são os irmãos e quem são os amigos? Bem, o fato é que já não tenho muito a perder e sei do fardo que carregarei até o meu último segundo em respiração e inspiração. Vitórias? Não sei... Tenho plena e completa consciência delas, mas deixo as alegrias repletas para outras almas. Prestígio e agradecimentos valem muito, mas não curam derrotas, não desfazem os erros e muito menos pagam as minhas contas. “E um dia uma poesia entrou pela janela, e nem pediu licença... e nem perguntou se os seres humanos sabem suportar o peso dos seus erros...”.
Conheci mais do que outros ares, conheci a mim mesmo, descobri tudo o que sou e tudo o que eu queria, e agora procuro a fórmula de esquecer.
Responderei agora pelos meus atos e, pior e mais do que qualquer carnaval sem resposta, será uma vida de lamentações. Não ficarei chorando pelos cantos e entoando Roberto Carlos, mas levarei ao meu túmulo cada segundo que passar, com todas as suas toneladas. Viverei uma vida falando sobre o amor, contando o quão estúpido fui em vida (plena), e contando, até o último dos meus minutos, em regressiva contagem, crendo que joguei fora o que todos buscam e, mesmo sabendo disso, jamais poderei recuperar... Pois bem, acho que cheguei à maturidade, aprendi a perder. Perdi. Por mais que eu lute, não terei mais.
Obrigado por me fazerem acreditar nas pessoas, descobrir o sentido das coisas e ser quem realmente sou. Obrigado por chegarem até a última linha dos meus reclames, assim como das minhas façanhas. Obrigado por me fazerem perder o medo de dizer que fui amado e que amo, em cada um dos seus âmbitos, em cada uma das intensidades.
Depositarei esperanças no último dos meus erros, ensinarei a mim mesmo, no final das contas, a não fechar os olhos e acordar tarde demais. Conhecerei e conquistarei o mundo, mas nunca, jamais, enquanto deitar ao travesseiro, esquecerei que amo, simplesmente amo, o passado, o imutável, o agora tão evidente. Agora sei chorar por isso, coisa que nunca deveria ter aprendido, por não saber mais como parar.


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