Thursday, September 22, 2011

Ecos

E quem não acorda?

Basta sonhar,

Ao menos dormir...

Levantar a qualquer hora,

Curtir o frio nos pés desnudos,

Sentir os suspiros da manhã,

Sorrir do choro das lágrimas,

Lembrando de cada retrato em preto e branco...

Aprendemos a domar a saudade,

O sofrimento de cada batida,

De cada olhar único,

Mesmo que igual.

Libertar-se do falso amanhã,

Viver simplesmente para ser,

Abraçando a chuva enquanto vida,

Sentindo os dias enquanto dias...

Quem será pelos meus versos,

Entoados em desarmonia,

Pintados a pulsos torturados,

Em ecos repletos de Drummond?

Desafio as rimas de Neruda,

A cada passo fincado!

Deixando os lamentos,

Para os cantos.

m. froes

23/09/2011

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