Escrevo em sangue...
Escrevo em sangue,
As paredes do silêncio,
O eco de cada palavra,
Que não me deixa mais dormir...
Entre lembranças e suicídios,
Engolir calado o desabafo de um falso poeta,
Que não conhece a verdade,
Que engana-se com suas próprias razões...
Através das mãos,
Da pena,
Sugo o passado do sempre,
Derramando-o no presente,
Completamente em vão...
Descrever cada detalhe,
Em dolorosas regressões,
Suando frio,
No desespero do canto,
Entre gritos roucos,
Solitários,
E apenas interrompidos,
Pelo ofegar dos pulmões...
Os olhos conformam-se,
Deixando-se entregar ao hoje,
Sentindo agora,
Apenas em sonhos,
O doce toque do anoitecer...
A perfeição de cada instante,
Em cada encontro de lábios,
E o disparar da ansiedade,
Contando cada pulsar no peito,
Único,
Apenas por mais um momento,
Nada mais...
Ao final de cada peça,
O fechar das cortinas,
O apagar das luzes,
É hora de seguir em frente,
Sem rumo,
Sem destino...
De que valem as flores,
Que murcham ao entardecer?
Ou as palavras,
Que se iludem em aflição?
O peso de cada acorde tocado,
De cada piano,
Que encanta-se em uma mesma melodia,
Repisada,
Eternamente sem fim...
m.fróes
03/05/2007
As paredes do silêncio,
O eco de cada palavra,
Que não me deixa mais dormir...
Entre lembranças e suicídios,
Engolir calado o desabafo de um falso poeta,
Que não conhece a verdade,
Que engana-se com suas próprias razões...
Através das mãos,
Da pena,
Sugo o passado do sempre,
Derramando-o no presente,
Completamente em vão...
Descrever cada detalhe,
Em dolorosas regressões,
Suando frio,
No desespero do canto,
Entre gritos roucos,
Solitários,
E apenas interrompidos,
Pelo ofegar dos pulmões...
Os olhos conformam-se,
Deixando-se entregar ao hoje,
Sentindo agora,
Apenas em sonhos,
O doce toque do anoitecer...
A perfeição de cada instante,
Em cada encontro de lábios,
E o disparar da ansiedade,
Contando cada pulsar no peito,
Único,
Apenas por mais um momento,
Nada mais...
Ao final de cada peça,
O fechar das cortinas,
O apagar das luzes,
É hora de seguir em frente,
Sem rumo,
Sem destino...
De que valem as flores,
Que murcham ao entardecer?
Ou as palavras,
Que se iludem em aflição?
O peso de cada acorde tocado,
De cada piano,
Que encanta-se em uma mesma melodia,
Repisada,
Eternamente sem fim...
m.fróes
03/05/2007


2 Comments:
E o sangue com o qual vc escreve... de quem é??
o meu...
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