Por pouco
Em caminhos tão iguais,
Imaginei que poderia trilhar novamente,
Curvas e esquinas que por tanto passei,
Sentando em cada cadeira,
E em todas as mesas...
Estúpidas as noites que vi passar,
Cada copo que insisti em esvaziar,
E cada sol que vi se repetir em nascer,
Com versos rimados em clichês...
Esta será a última garrafa que beberei,
Junto com cada palavra que falei,
E cada promessa que me fiz,
Cada música que cantei...
Amanhã não diremos nada,
Passaremos por nós como passamos pelo hoje,
E seremos tão passado quanto ontem,
Mas, sem nada para lembrar,
Nem refrões para o violão,
Para dizer que já foram nossos...
As malas já estão quase prontas,
E a estrada me espera mais uma vez,
A travessia será sem você,
E talvez saberás que eu cheguei,
E que estarei bem,
Como deveria ter estado aqui...
Um dia você vai saber,
Que os versos poderiam ser para ti,
E que meus sonhos eram simples,
Não passavam de um amanhã,
Com você...
m. fróes
26/11/2011


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