Tuesday, May 01, 2012


E os choros terminam-se em lágrimas,
E os dias terminam-se em luas,
E as alegrias terminam-se em sorrisos.
Beija-te os suspiros dos momentos,
Encanta-te por caricias verdadeiras,
Encher-se de palavras invisíveis.
Entrega-te ao acaso,
Ao também teu acaso,
E afoga-te em si.
Para todo o sempre,
A cada novo instante,
Imperdoáveis madrugadas,
Carentes e satisfeitos corpos,
E almas sem descanso.
Todas aquelas manhãs ensolaradas,
Prometidas e dadas,
Resumem-se a lembranças,
Agora tão mentirosas quanto quem nelas acordou.
Humilha-te em falsas mentiras,
Afasta-te a cada noite,
E dorme em paz,
Sem “boa noite” ou “bom dia”.
Sorria pelos prazeres cessados,
Embriaga-te por apenas descansar,
E doses incasáveis de Quintana,
Neruda e Drummond...

m. froes
01/05/2012

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