Wednesday, September 11, 2013

Se para todo bom motivo,
Há uma razão,
E para cada desamor,
Uma estrofe de Drão,
Para cada verso entoado,
Uma nota tocada, ilusão,
Somos contraventores da contravenção,
Autores da regra,
Da contramão da exceção.
Das saudades que cantei,
Às margens do Rio Negro,
E às beiras de Itaquatiara,
Aos ouvidos dos  pescadores,
Mais um na lenda da Yara.
Que da certeza das léguas navegadas,
Do frio da rede ao som das toadas,
E da ansiedade de tantas horas,

Da hora atrasada,
Em colo cúmplice eu me deite e me faça.
Que em sol de mais um outono,
Muitos outros me traga.
Dos teus olhos, meus atalhos,
Dos teus braços, meus enlaces,
Dos teus lábios, minha verdade,
Do teu peito, meu sustento.

m. froes
06/09/2013

0 Comments:

Post a Comment

<< Home