Friday, July 06, 2007

Após o pôr-do-sol

Agora reflito com calma,
Arrumando o silêncio,
Colocando-o para deitar,
Sobre o seu leito de angústia,
Tão evidente aos olhos,
E tão oculto à razão...
Sentado sobre uma janela,
Observo o congelar do tempo,
A tela dos céus,
Delicadamente desenhada,
E o desejo de nunca ter sonhado...
O secar das lágrimas,
O vazio dos pulsos,
Imploram pelos choros inocentes,
Que um dia roguei por cessar...
À minha frente,
Léguas de desejos,
Prontos para sangrar em agonia,
Escorrendo por entre as sombras,
Confortando o sorriso,
Apenas tentativas...
Em chamas incandescentes,
Deixo o ontem e o agora,
Guardando os sopros do passado,
Mesmo sabendo que,
O amanhã não passará do próximo pôr-do-sol.


M. fróes
07/07/2007

3 Comments:

Blogger eu said...

pra mim é tudo muito estranho: ao mesmo tempo que é diferente do que eu desejava, é melhor do que eu esperei.
é algo dúbio, que contém alegria e agonia ao mesmo tempo.
será que essa janela pela qual você vê o mundo é a mesma que a minha?

7:38 AM  
Blogger M. Fróes said...

Quem sabe?
Sempre foi diferente do que planejei, apesar de muitas vezes imaginar que não passava de um plano.
Não sei se é a mesma janela, mas sinto falta do "querer que passe", do "querer que acabe logo", de querer que o hoje chegue. Hoje eu sei que esse "hoje" não é como se esperava que fosse.

2:43 PM  
Blogger eu said...

:)





só pra te deixar curioso...
^^

9:42 PM  

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