Sobre a fidelidade
Sou leal, mas, não sou fiel. Se tenho uma oportunidade única, devo aproveitá-la, não deixar passar! O importante é não perder o respeito pela pessoa que amo.
Será que somente para mim isso soa tão estranho? Será que os meus conceitos sobre lealdade, fidelidade e respeito estão tão atrasados assim? Ou será que sempre estiveram atrasados? Nem fui eu que os criei!
Cadê a normalidade de algo que temos que esconder, negar até o fim? Lealdade é como uma via de mão única, que deve sempre correr caminhos que vem a nós e nunca voltar?
Numa sociedade cada vez mais dinâmica, cada vez mais efêmera, em todos os seus âmbitos, que, a cada dia, nos mostra que a melhor das heranças que deixamos, é nossa honra, são os nossos princípio. Como poderemos ensinar aos nossos filhos sobre ética e justiça? Onde buscaremos exemplos?
Diante da confusão mental na qual mergulhei, busquei em dicionários, dos mais variados, e pude ver que em quase todos LEALDADE e FIDELIDADE são sinônimos, assim como veracidade, retidão, franqueza, sinceridade, honestidade, compromisso com algo ou alguém. São tão indivisíveis quanto o nosso caráter e a nossa razão são das nossas emoções. Somos capazes de dominar a nossa tristeza e a nossa raiva para não perder um emprego, somos capazes de dominar a alegria para evitar a inveja alheia, por que não seríamos capazes de dominar uma emoção tão pequena, de momento? Por que esta se justifica por si só? Ninguém nos obriga a estar com que não queremos. Ninguém nos faz dividir um teto ou um pacto com quem não desejamos. Por que então há um pacto?
Não quero um sócio leal, mas, infiel. Não quero um político leal, mas, infiel. Não quero um amigo leal, mas, infiel. Não quero uma companheira leal, mas, infiel. Não quero que minha filha tenha um pai leal, mas, infiel.


1 Comments:
Bom questionamento esse... me fez repensar algumas conceitos.
Post a Comment
<< Home