Friday, May 30, 2014

E na mesa um espaço então,
Um grande vazio,
Uma saudade que se abriu,
Uma enorme dor no coração...

Das histórias que ouvia,
Entre vanglórias, ufania,
Restam a cadeira e um vão,
E o pesar da nostalgia...

O aperto do desenredo,
Da partida da razão,
Dos cuidados, do medo,
E o consolo solitário de uma canção...

A doença que o carregou,
Levou também as alegrias do encontro,
A beleza e o brilho,
De cada dia, de pai e filho...

Se o tempo me desse permissão,
Eu mudaria a ordem, a posição,
Voltaria a quando aconteceu,
E no seu lugar, pai, iria eu!

Que o destino em sua infindável ingratidão,
Dedique a mim o mérito da reparação,
De cantar e honrar sua memória,
E sua eterna presença, nossa história.

E para cada lágrima que hoje derramo,
A cada noite e em cada canto,
Rimarei um sorriso, uma alegria,
Cantando a sua vida e poesia.

m. froes

31/05/2014

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