Amanhã
Nunca imaginei,
Um dia em que,
As palavras não fizessem mais sentido,
E os gestos silenciosos chorassem,
Frente ao olhar perdido,
Verdadeiro...
Apenas chegar,
E poder escutar os pulsos,
Os cantos através da janela,
Retratos para toda uma vida...
À minha frente,
A escuridão do dormir,
E o som das poucas árvores,
Que atrevem-se a contar seus amores,
Ao vento passageiro,
Em um grande eco sem fim...
Será tão difícil sentir meus suplícios,
Arrastados pela brisa da aurora,
Escorrendo em gritos mudos,
Que arranham sem dó o seio do viver,
Pingando em lágrimas,
Como num conta-gotas,
A infinita dor do sonhar?
A cada dia,
Uma doze do anoitecer,
Embriagando-me com a nudez dos olhos,
E escrevendo mais um verso,
Em que apenas minhas mãos vêem rimas...
Esse é o fim das melodias,
A última das notas,
Que tanto confortam a beleza do amanhã,
Mesmo que permaneça,
Até o último dos dias,
Sob o cuidado dos raios luminosos,
Que tocam cada segundo do ontem...
Talvez no horizonte,
Eu volte a sentir o pulsar das músicas,
A simples resposta,
Que nenhum poema jamais foi capaz de provar...
Voltarei em palavras,
Contarei aos poetas,
Sobre o além das reticências,
Desculpando-me com o passado,
Que deixou com que o hoje escorresse,
Por cada uma de suas mãos...
M. froes
13/08/2007
Um dia em que,
As palavras não fizessem mais sentido,
E os gestos silenciosos chorassem,
Frente ao olhar perdido,
Verdadeiro...
Apenas chegar,
E poder escutar os pulsos,
Os cantos através da janela,
Retratos para toda uma vida...
À minha frente,
A escuridão do dormir,
E o som das poucas árvores,
Que atrevem-se a contar seus amores,
Ao vento passageiro,
Em um grande eco sem fim...
Será tão difícil sentir meus suplícios,
Arrastados pela brisa da aurora,
Escorrendo em gritos mudos,
Que arranham sem dó o seio do viver,
Pingando em lágrimas,
Como num conta-gotas,
A infinita dor do sonhar?
A cada dia,
Uma doze do anoitecer,
Embriagando-me com a nudez dos olhos,
E escrevendo mais um verso,
Em que apenas minhas mãos vêem rimas...
Esse é o fim das melodias,
A última das notas,
Que tanto confortam a beleza do amanhã,
Mesmo que permaneça,
Até o último dos dias,
Sob o cuidado dos raios luminosos,
Que tocam cada segundo do ontem...
Talvez no horizonte,
Eu volte a sentir o pulsar das músicas,
A simples resposta,
Que nenhum poema jamais foi capaz de provar...
Voltarei em palavras,
Contarei aos poetas,
Sobre o além das reticências,
Desculpando-me com o passado,
Que deixou com que o hoje escorresse,
Por cada uma de suas mãos...
M. froes
13/08/2007


2 Comments:
Apesar de não ter o intuito de agradar a ninguém, venho desculpar-me por, cada vez mais, ofuscar minhas "poesias".
Apesar de terem menos graça, a cada dia que passa, ainda são um grande desabafo...
Tentarei inspirar-me em inspirções, por assim dizer, para tentar fazer desses desabafos algo que seja ao menos agradável de se ler...
hi, honey!
you don't have to apologize at all. even thou i can't get to the real deep meaning of each poetry of yours (of course, i'm not you!), i just wanted to tell you that i love reading them. :)
so, you keep righting and i'll keep reading. we all win! :P
kiss!
Post a Comment
<< Home