Do plenitudo falho dos vôos,
Dos descasos diários,
Despenco dos colibris,
Desembarcando em quem sou,
Ainda que eu seja quem fui.
Sobre os prantos dos tempos,
Em ensaios de suspensão,
Um eterno momento desde então,
Num perdido procurando,
Procurado sem saber.
Um único passeio por sua pele,
E a tua estrada já não interessa,
Rimas ditas silenciosamente,
Em verdades não ditas por palavras,
Lembra-te apenas do Drão.
Se nosso passado foi trocado,
E o sol nascido prepóstero,
Voa-se de cabeça para baixo então,
Anda-se pela contramão,
Faz-se da bruma, chão.
Perde-te dos teus retratos,
Acalma-te a tua pressa,
Te traz o teu sossego,
Aceita o nosso tempo,
Seja o nosso juízo.
m. froes
21/09/2012
m. froes
21/09/2012


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