E eu que sempre fui de não ter razão,
De não aceitar o certo ou o errado,
Em tanto castigo e tanto perdão,
Que não pude perdoar o meu coração.
Um falso boêmio, quase em vão.
Se pouco de samba e bamba vivi
Pandeiro e viola também não arrisquei
Enredo de sobra chorei e sorri
Com alegrias e dores, caneta na mão
Pandeiro e viola também não arrisquei
Enredo de sobra chorei e sorri
E na síncope da rima eu me criei
Com alegrias e dores, caneta na mão
Eu subo no palco da imaginação
Cantando em silêncio o silêncio da voz
Entre pontos e vírgulas, de vítima a algoz
m. froes
18/08/2013

