Thursday, February 28, 2013

Não me faço em disfarces vis, equilibrando-me sob pilares de fotografias tingidas. Desfaço-me da perfídia dos sorrisos, abrindo mão de alto-falantes e da premência banhada em altivez. Dos anseios e volúpias de quem prezo não alimentarei escárnio, risos, canções ou versos meus. O silêncio à falta de verdades e atentos os olhos, eles, os ouvidos da alma, aos segredos cuidadosamente a mim confiados, mas também às verdades a mim atraiçoadas. Ditos frívolos e ineptos envolvem-se em si mesmos.