Friday, January 18, 2013

ANTANHO


Das minhas soltas palavras,
Eu mesmo me faço,
Mas as rimas do meu samba,
São o meu descompasso...
Saudade a noite intensa, silêncio e paz,
Saudade inocente olhar, 
Ao fim, tão somente o mar,
E nos acordes das sentenças,
É que se traz...
Simples as conversas,
As promessas e desafios,
Terminando-se em alvorada,
Qual noites resumiam.
E da fantasia, 
Em alegrias ou tristezas,
Quem não se viu?
Saudade areia branca,
Madrugada e arrepio,
Vento, sombra, medo,
Sol, chuva, sorvete, navio.
Que das notas sem demora,
Do acordeon que ouço agora,
Saudade me vista ao final,
Em tempo literal.
Dias em que a soidade cantará,
Versos e rimas desprendidas de torpor,
Sonetos saudosos desta outrora,
Cantos e lembranças de amor.

m.froes
19/01/2013

Sunday, January 13, 2013


À noite o saudosismo perde espaço, para os anos já passados e a fadiga de ser. À frente do porta retratos, um calendário do ano corrente, uma garrafa de alguma bebida quente e o esquecimento do elo eterno, que nem sei mais de quê.
Ao som do ventilador, alguns ruídos na rua, poucos, e da própria respiração,  nota-se o falso valor do para sempre e que, se passou, não há porque voltar então.
Anos depois os abraços não são os mesmos, são confusas lembranças, respeito a outro tempo, talvez. Que dos amigos que tive, muitos eu nem mais sei.
Nos prantos dos pulsos, em que os braços eram curtos, nos pilares em que segurei, assinei minha gratidão. Que sumam de vez todas as vozes em solos, em solitária canção.
Que da confiança, não se disfarce em ciúmes. Que da ausência, não se mascare em tempo. Que do arrependimento, não se faça em culpa.

m.froes
13/01/2013