ANTANHO
Das minhas soltas palavras,
Eu mesmo me faço,
Mas as rimas do meu samba,
São o meu descompasso...
Saudade a noite intensa, silêncio e paz,
Saudade inocente olhar,
Ao fim, tão somente o mar,
E nos acordes das sentenças,
É que se traz...
Simples as conversas,
As promessas e desafios,
Terminando-se em alvorada,
Qual noites resumiam.
E da fantasia,
Em alegrias ou tristezas,
Quem não se viu?
Saudade areia branca,
Madrugada e arrepio,
Vento, sombra, medo,
Sol, chuva, sorvete, navio.
Que das notas sem demora,
Do acordeon que ouço agora,
Saudade me vista ao final,
Em tempo literal.
Dias em que a soidade cantará,
Versos e rimas desprendidas de torpor,
Sonetos saudosos desta outrora,
Cantos e lembranças de amor.
m.froes
19/01/2013
m.froes
19/01/2013

