Ecos
E quem não acorda?
Basta sonhar,
Ao menos dormir...
Levantar a qualquer hora,
Curtir o frio nos pés desnudos,
Sentir os suspiros da manhã,
Sorrir do choro das lágrimas,
Lembrando de cada retrato em preto e branco...
Aprendemos a domar a saudade,
O sofrimento de cada batida,
De cada olhar único,
Mesmo que igual.
Libertar-se do falso amanhã,
Viver simplesmente para ser,
Abraçando a chuva enquanto vida,
Sentindo os dias enquanto dias...
Quem será pelos meus versos,
Entoados em desarmonia,
Pintados a pulsos torturados,
Em ecos repletos de Drummond?
Desafio as rimas de Neruda,
A cada passo fincado!
Deixando os lamentos,
Para os cantos.
m. froes
23/09/2011

