A boemia não é coisa de desocupado,
É a grande inspiração do samba,
A mais pura expressão,
De um homem apaixonado.
O homem que não ama,
Não está completo,
E é nos olhos da mulher amada,
Que ele encontra seu verso.
Um pandeiro numa mão,
E na outra o coração,
Ritmando a tristeza ou alegria,
Na mais sincera emoção.
E na roda de um samba,
Não tem cor nem religião,
Todo mundo é tocador,
E tem direito a um refrão.
Pra sambar não tem impedimento,
Do malandro ao comportado,
Basta ter um coração,
Que já tá convidado.
As lágrimas dos olhos,
São o choro do cavaco,
A expressão das síncopes,
O contratempo natural do compasso.
m.froes
28/11/2012

