Confusão
Eu sei que nunca mais poderei ser eu mesmo,
Não mais tocar canções afinadas com o desejo,
Com o vinho suave de cada copo...
Permaneço sentado,
Estático,
Pedindo ao dia que não volte mais,
Enquanto as sombras são as únicas chances,
E ocupam-se em me esconder,
Acabar tudo em só mais uma noite...
Não há motivos para chorar,
Ela virá de qualquer forma,
Sempre esteve atrás da porta.
A próxima pode ser a última,
Ou nem ser mais a próxima.
Sei apenas que ao terminar o copo,
Jamais voltarei a beber,
E atravessar a rua,
Esperando a promessa da volta do que,
De alguma forma,
Viveu apenas em mim...
Serei o próximo a partir,
Deixando-me em cada virada,
Enchendo de falsas esperanças,
Os pulmões tristes que se embebedam de gás.
Arrancar-lhes-ei os olhos,
Colocarei espinhos em gelo,
Para que ao tocar do meu adeus,
Derretam por dentro dos sorrisos,
E se misturem ao vinho...
m. fróes
20/05/2007
Não mais tocar canções afinadas com o desejo,
Com o vinho suave de cada copo...
Permaneço sentado,
Estático,
Pedindo ao dia que não volte mais,
Enquanto as sombras são as únicas chances,
E ocupam-se em me esconder,
Acabar tudo em só mais uma noite...
Não há motivos para chorar,
Ela virá de qualquer forma,
Sempre esteve atrás da porta.
A próxima pode ser a última,
Ou nem ser mais a próxima.
Sei apenas que ao terminar o copo,
Jamais voltarei a beber,
E atravessar a rua,
Esperando a promessa da volta do que,
De alguma forma,
Viveu apenas em mim...
Serei o próximo a partir,
Deixando-me em cada virada,
Enchendo de falsas esperanças,
Os pulmões tristes que se embebedam de gás.
Arrancar-lhes-ei os olhos,
Colocarei espinhos em gelo,
Para que ao tocar do meu adeus,
Derretam por dentro dos sorrisos,
E se misturem ao vinho...
m. fróes
20/05/2007

