Tuesday, April 29, 2008

Rascunhos...

Parar frente à si,
Sentir-se vazio,
Em cada minuto,
Que nunca se atreveu a passar,
E finalmente perceber,
Que é tarde demais...
Em cada timbre,
Cada silêncio,
A inocente esperança,
De ao menos dormir,
Nascendo novamente a cada manhã,
Flutuando em sorrisos tímidos,
Sinceros...
As mãos seguram as palavras nunca ditas,
A vida que nunca tive coragem de ser,
Com medo apenas da chuva,
Que,
De fato,
Nunca parou de cair...
Correndo atrás do sol,
Cada dia mais poente,
Suporto cada gota d'água sobre mim,
Afogando-me em minha insignificância,
Em meus sentidos,
Tropeçando na minha própria sombra...
Suportar as poesias que entram pela janela,
Sufocando-me em perguntas,
Orfãs de respostas,
Que calam-se no silêncio de sua essência...
Não voltarei a acreditar nos versos,
Nas músicas,
Que prometem suas almas,
Suas notas,
Em páginas brancas,
Apagadas...


m. fróes
29/04/2008