E quem será contra Neruda?
Se algum dia ouvi,
Hoje sou as próprias canções,
Os refrões caretas,
E as cordas encantadoras...
Se alguma vez fugi,
Hoje sou as águas que chovem,
Molhando cada solidão,
E rimando cada gota...
Hoje entendo Drummond,
Cantando seus dizeres,
Em cada olhar meu,
E em cada ombro chorado...
Enquanto o tempo for tempo,
Serei apenas eu,
E os retratos em preto e branco,
Apenas consolos falhos...
Enquanto Pablo for Neruda,
E suas palavras por ele não desfeitas,
Estarei na esquina,
Por mais que o cansaço viva...
Do mesmo poema penso em ontem,
Quando parti para sempre,
E percebi que havia me perdido,
Me deixado para trás...
Não acreditarei jamais,
Que um inverno tenha congelado,
Cada gota daqueles olhos,
Que não ensinaram os meus a nadar...
m. froes
03/10/2008
Hoje sou as próprias canções,
Os refrões caretas,
E as cordas encantadoras...
Se alguma vez fugi,
Hoje sou as águas que chovem,
Molhando cada solidão,
E rimando cada gota...
Hoje entendo Drummond,
Cantando seus dizeres,
Em cada olhar meu,
E em cada ombro chorado...
Enquanto o tempo for tempo,
Serei apenas eu,
E os retratos em preto e branco,
Apenas consolos falhos...
Enquanto Pablo for Neruda,
E suas palavras por ele não desfeitas,
Estarei na esquina,
Por mais que o cansaço viva...
Do mesmo poema penso em ontem,
Quando parti para sempre,
E percebi que havia me perdido,
Me deixado para trás...
Não acreditarei jamais,
Que um inverno tenha congelado,
Cada gota daqueles olhos,
Que não ensinaram os meus a nadar...
m. froes
03/10/2008

