Wednesday, October 24, 2012


Cansado de tantas reflexões completamente inúteis, que resumem a vida ou o dia a metáforas simplórias, ridículas e infantis de uma ou duas linhas, misturadas a moralismos imbecis e não vividos.

Esgotado de intelectuais políticos e religiosos, com seus shows de prepotência sem fundamento, ao exibir pensamentos genialmente banais, comuns, estúpidos, descartáveis.

Exausto dos falso moralistas atuando como juízes da verdade absoluta sobre conduta e posturas. A dos demais, é claro.

Exaurido de gente do bem, bem relacionada, de bem sucedida e cortejada por todos em tempo integral, exalando e distribuindo amor quase que platônico, e sempre verdadeiro, a dúzias de amigos inseparáveis, em conversas que têm como seus mais profundos temas, corações e declarações que beiram o retardo mental consciente e lógico.

Fatigado de máscaras hipócritas, dieplicentes, de honestidade com si próprio, com os demais, animais e multisexuais.

Extenuado de joguetes do dia a dia, que buscam um vencedor por argumentos no melhor estilo "brecha de lei". Fatos são fatos e a verdade é uma só. Tudo mais são certezas não certas de uma verdade.
Sem dados ou cartas coringas! Poucas palavras, humildes palavras, honestas palavras, até mesmo sujas! Simples assim, tanto como o tempo que as coisas precisam durar.

 Palavrões, verdade, menos vômitos de "novelismos verbais" e mais atitudes, poucos amigos, somente os necessários, menos fotos e mais presença, mais vida real e menos fantasia.

23/10/2012
m. froes

Saturday, October 06, 2012


Que as horas se arrependam,
E ao meu leito eu retorne,
Dos passos primeiros,
E que sempre serão dados.
Que os erros me consumam,
E me tragam novamente ao que sou,
Por entre as sendas em que me fiz,
E que me faço.
Que as regras se rompam,
E que me encham de devaneios,
Que as rimas sejam quem tenho,
E versifiquem os meus anseios.
Que a lealdade que ofereço,
De perfídia se desfaça,
E que o meu fulgor,
De verdade se embriague.
Que do passado te deslembres,
E que dos retratos nos apenas sobre,
Que do regresso da minha jornada se faça,
Como se fora o primeiro dia.
Que chorar seja uma praxe,
Mas que seja de prazer,
Porque enganos já investidos,
Não são repisados.

m.froes
06/10/2012