Saturday, November 26, 2011

Por pouco

Em caminhos tão iguais,

Imaginei que poderia trilhar novamente,

Curvas e esquinas que por tanto passei,

Sentando em cada cadeira,

E em todas as mesas...

Estúpidas as noites que vi passar,

Cada copo que insisti em esvaziar,

E cada sol que vi se repetir em nascer,

Com versos rimados em clichês...

Esta será a última garrafa que beberei,

Junto com cada palavra que falei,

E cada promessa que me fiz,

Cada música que cantei...

Amanhã não diremos nada,

Passaremos por nós como passamos pelo hoje,

E seremos tão passado quanto ontem,

Mas, sem nada para lembrar,

Nem refrões para o violão,

Para dizer que já foram nossos...

As malas já estão quase prontas,

E a estrada me espera mais uma vez,

A travessia será sem você,

E talvez saberás que eu cheguei,

E que estarei bem,

Como deveria ter estado aqui...

Um dia você vai saber,

Que os versos poderiam ser para ti,

E que meus sonhos eram simples,

Não passavam de um amanhã,

Com você...

m. fróes

26/11/2011