Ser o que quiser, seja lá o que for, seja lá o que seja. Não sendo o melhor que se pode ser para os demais, ainda que autocentrado, por opção ou ocasião, indifere quando para juízos. Não será também para si, mas, importa? Apenas, e mais importante, tenha. Esperar que numa próxima vida? Só se for por cima de seu cadáver, ou de quem se espera. Difícil, porém, fácil, não? Talvez seja, mas, a espera é tão incerta quanto longa. Sê por metade e paga pela outra parte que sobra, ou melhor, falta... questão de sorte, ou, quem sabe, azar... e serve para os dois lados, não esquecendo que não há dois lados, não se trata de um jogo, não há como recomeçar o cronometro do zero e tentar novamente. Há que se definir de qual lado ser. Sem paradas técnicas, o placar não para. Sê por inteiro, apenas por ser. Ser inteiro e ter sorte, inteiro e meio, sim, somente sobrando, sem faltar. O que sobra em si, transborda em outros. Princípios, meramente por valores, um apego gratificante, balda inexplicável, distorcido, nada mais. Do tipo que não espera em troca, porque não há troca. Sorrisos nefastos, disformes, li-te-ral-men-te. Por alguns, a prova da longa espera? Talvez sim, as evidências visuais conspiram em tom de piada sórdida, mesmo que engraçada. De silêncio à ausência de posicionamento: como da metade ao inteiro e meio, ao inexplicável, da falta à sobra. A segunda, ausência de posicionamento, resume-se a inveja, emulação... silêncio não, este traz pronta reflexão, não serão mais necessárias palavras, perdem o sentido. Pulso, valores, mágoas, en-tor-pe-ci-men-to. Amigo, título e subtítulo de romances reais... tão reais quanto o prazo de validade. Não há distância que... separe? Distâncias... são tantas... por vezes, estou distante de mim. Qual a distância dos sentidos de distância?De qualquer maneira, não escolhemos os títulos dos romances, seria incrível, mas, somos escolhidos pelos nossos próprios títulos. Aqueles que sabem resumir a nossa história, independentemente dos fatos tristes e dos felizes. Em quinze dias podem caber mais abraços do que em quinze anos. Quinze segundos podem ditar quinze meses.
Não se trata de esquecer, é não esperar, não querer mais. Não é torcer, não há porque, é ser indiferente.
m. froes
03/12/2013

