Do vento que jogaste sua poesia,
Em tarde de contraste e agonia,
Respirei cada pausa, atento,
Sentindo cada verso na alma, sedento,
Rimando cada estrofe com paz.
Em tarde de contraste e agonia,
Respirei cada pausa, atento,
Sentindo cada verso na alma, sedento,
Rimando cada estrofe com paz.
Em tempos de encruzilhadas da vida,
Que a chuva não dá conta das feridas,
E a sombra queima mais do que o sol,
Que o corpo teima saudoso por um arrebol,
Respirando só a poesia, nada mais.
Que a chuva não dá conta das feridas,
E a sombra queima mais do que o sol,
Que o corpo teima saudoso por um arrebol,
Respirando só a poesia, nada mais.
Que as palavras do mestre que ouço,
Não desmontem-se em vestes de rouco,
Quando minhas mãos sejam quem diz,
Mesmo que a voz seja de mão aprendiz,
Sonhando como só a poesia é capaz.
Não desmontem-se em vestes de rouco,
Quando minhas mãos sejam quem diz,
Mesmo que a voz seja de mão aprendiz,
Sonhando como só a poesia é capaz.
Para cada passo que na vida eu der,
Mesmo que, por vezes e em subida, de ré,
Trarei comigo cada quilo de não,
Invertendo, amigo, de castigo a coração,
Vivendo do mote, que só a poesia traz.
Mesmo que, por vezes e em subida, de ré,
Trarei comigo cada quilo de não,
Invertendo, amigo, de castigo a coração,
Vivendo do mote, que só a poesia traz.
m.froes
22/11/2017

