Wednesday, March 27, 2013

COISAS DO TEMPO

O tempo é engraçado, para não dizer curioso. No começo, o tempo nos traz descobertas e encontros, nos presenteia com coisas e pessoas, as quais nos apegamos e construímos a nossa vida, daquele momento, naquela direção e naquele tempo. Daí que vem o tempo e traz ele mesmo, o tempo. Nos faz crescer, ter uma profissão e, junto com ele, traz a vida "responsável", filhos, contas, casamentos, separações, acasos... ê tempo invejoso... ele se passa por si só, sem ninguém, e então resolve levar da gente as pessoas também. Aí só o tempo mesmo. Precisamos dar tempo ao tempo. Mas até que o tempo consegue levar algumas pessoas, por mais perto que estejam, passamos na rua e é como se mal as conhecêssemos, mas não consegue levar todas! Mesmo com tudo isso que o tempo traz com o tempo!
Algumas pessoas ficam mesmo sem ficar, sabe? Aí, quando o próprio tempo nos manda um tempinho livre, só pra passar o tempo mesmo, ele se trai em si mesmo. O mesmo tempo que leva as lembranças, não consegue apagá-las! O tempo traz lembranças congeladas e gravadas nele, no tempo. Aí, nem o tempo dá jeito, a gente já lembrou. Um copinho de alguma coisa, um sorriso gostoso e a vontade de voltar no tempo, só por uns instantes, mas não por muito tempo, para não estragar! E também para não dar tempo de o tempo levar o que ele mesmo trouxe de recompensa, em tempos atuais, a pessoa certa! Bom, aqui falo por mim... nesse ponto, agradeço ao tempo e conto com ele por todo o tempo que nós ainda formos tempo!
Enfim, passa uma maravilhosa e saudosa madrugada, mentirosa, que nos faz crer que, por um pequeno tempo, havíamos voltado no tempo. Alguns goles depois nos deitamos com a saudade e, quando levantamos pela manhã, a deixamos na cama por mais um bom tempo, quando, em alguma noite, o tempo a mostrará novamente. Enquanto isso, o tempo vai nos dando mais novas lembranças para serem congeladas no tempo e saudadas daqui a algum tempo.


m. froes
27/03/2013

Friday, March 15, 2013

Quem em vida minha,
Em lágrimas não se fez,
Quando em pranto desabei,
Não compartindo a agonia,
Que na minha despedida,
Não mande flores nem adeus,
Silencie palavras e lembranças,
Daquilo que não viveu.
Quem em sorrisos não sorriu,
Nos meus risos e alegria,
Ao longe mal ouvia,
E num abraço não dividiu,
Que não venha ao meu encontro,
Em meu leito,
Meu descanso,
Se não for pra partir também.
Que o tempo que eu conheço,
Não se confunda em apreço,
Em amizade que, talvez,
Tenha existido no começo.
Mesmo que poucos,

Quero soluços sinceros,
Abraços saudosos,
Olhares honestos.

m. froes
15/03/2013