O Vale
Com um tropeço,
Descer o vale,
Imóvel,
Vendo novamente todo o caminho de ida...
Uma rocha capaz de segurar,
Congelando o girar dos olhos,
Desenhando a timidez da paisagem,
Clareando os pássaros negros,
Voando em círculos,
À espera da batida do pulsar silencioso...
Confortar-se com os suspiros desafinados,
Tentando alcançar as mãos estendidas ao declive,
Frias,
Cansadas...
Enfim aprender,
Sentir a chuva rasgando a dor,
A fuga dos que descem,
Sem deixar sinais,
Por não terem visto além do olhar,
Além dos versos...
Fechar os olhos,
Viver novamente,
Agora em sonhos,
Os cantos e os palcos,
O nascer do sol numa manhã de domingo,
Refletindo em seu rosto,
E enchendo os pulmões com um simples sorriso,
Não mais do que um sorriso...
Mais uma vez,
Escorrendo em si,
Pelos lábios trêmulos,
O frio do suor,
O ritmo do coração inocente...
Confiar o destino ao destino,
Escutando cada música como se fosse a única,
A última...
Deixar que cada choro dê sentido às suas lágrimas,
Recolhendo-se na tortura do pensar,
Equilibrando-se nos próprios sentimentos,
Na ilusão de ser o único...
E finalmente quando dormir,
Ter a certeza de ser apenas um sono,
O primeiro de muitos...
M.fróes
10/02/2007
Descer o vale,
Imóvel,
Vendo novamente todo o caminho de ida...
Uma rocha capaz de segurar,
Congelando o girar dos olhos,
Desenhando a timidez da paisagem,
Clareando os pássaros negros,
Voando em círculos,
À espera da batida do pulsar silencioso...
Confortar-se com os suspiros desafinados,
Tentando alcançar as mãos estendidas ao declive,
Frias,
Cansadas...
Enfim aprender,
Sentir a chuva rasgando a dor,
A fuga dos que descem,
Sem deixar sinais,
Por não terem visto além do olhar,
Além dos versos...
Fechar os olhos,
Viver novamente,
Agora em sonhos,
Os cantos e os palcos,
O nascer do sol numa manhã de domingo,
Refletindo em seu rosto,
E enchendo os pulmões com um simples sorriso,
Não mais do que um sorriso...
Mais uma vez,
Escorrendo em si,
Pelos lábios trêmulos,
O frio do suor,
O ritmo do coração inocente...
Confiar o destino ao destino,
Escutando cada música como se fosse a única,
A última...
Deixar que cada choro dê sentido às suas lágrimas,
Recolhendo-se na tortura do pensar,
Equilibrando-se nos próprios sentimentos,
Na ilusão de ser o único...
E finalmente quando dormir,
Ter a certeza de ser apenas um sono,
O primeiro de muitos...
M.fróes
10/02/2007

